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11/10/2013

"Poupança paga mais que renda fixa com juro básico em 9,5% ao ano", diz Presidente do Corecon-SP e da OEB, Manuel Enriquez Garcia, à Folha de SP.

Poupança paga mais que renda fixa com juro básico em 9,5% ao ano


Carolina Matos 

Danielle Brant

De São Paulo

Com o juro básico (taxa Selic) em 9,5% ao ano, a poupança continua mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa considerando o ganho líquido mensal, que desconta taxas cobradas e impostos.

É o que mostra levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Na comparação, a caderneta rende 0,5% mês mais TR (Taxa Referencial), uma vez que a Selic está acima de 8,5% ao ano. Pela norma vigente desde 4 de maio de 2012, depósitos feitos na caderneta a partir dessa data rendem 70% da Selic mais a TR sempre que o juro básico for menor ou igual a 8,5% ao ano. E têm remuneração de 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) mais a TR quando o juro estiver acima desse nível.

Para depósitos anteriores a 4 de maio de 2012, o rendimento é sempre de 0,5% ao mês mais a TR.

Segundo a Anefac, a poupança, com rentabilidade de 0,58% ao mês, ganha de todos os fundos de renda fixa com taxa de administração a partir de 1,5% ao ano, independentemente do prazo para resgate dos recursos.

Já os fundos que cobram 1% ao ano de taxa empatam com a caderneta se o saque for feito após dois anos --nas demais situações, perdem.

E produtos que cobram 0,50% ao ano --normalmente, em aplicações acima de R$ 50 mil-- empatam com a poupança para saques feitos entre seis meses e um ano e vencem da caderneta em resgates a partir de um ano.

 

Apesar de ter desempenho melhor que boa parte dos fundos de renda fixa, a poupança é indicada para quem possui pouco para investir ou para quem quer formar uma reserva de emergência e precisa de facilidade para retirar o dinheiro, explica Nelson de Sousa, professor de finanças do instituto de ensino Ibmec-RJ.

"As pessoas aplicam principalmente por comodidade", diz. No entanto, lembra, há no mercado opções que oferecem retorno maior no longo prazo, entre eles títulos do Tesouro Direto.

Para o economista Manuel Enriquez Garcia, presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, pesa também na escolha o fato de a poupança ter mais garantias do que outras aplicações. "Você tem uma garantia de até R$ 250 mil pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), enquanto em fundos de renda fixa não há essa garantia", diz.

Outra característica da poupança que atrai os investidores é a isenção de Imposto de Renda. "A rentabilidade líquida também influencia, pois a pessoa não precisa fazer muitas contas para saber quanto vai ganhar."

Para ele, o ideal é o investidor atrelar a poupança a metas financeiras. "Por exemplo, até R$ 50 mil pode ser interessante a pessoa manter o dinheiro na poupança porque o ganho em outras aplicações será muito pequeno em relação à caderneta", diz Garcia. "Mas cada um deve estabelecer seu limite. Alcançado esse valor, deve partir para outras aplicações, como ações", ressalta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1353686-poupanca-paga-mais-que-renda-fixa-com-juro-basico-em-95-ao-ano.shtml

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