Notícias

A+ A A-

07/02/2020

Inflação desacelera a 0,21% e é a menor para janeiro desde o Plano Real

Compartilhe nas redes sociais  

 

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, desacelerou a 0,21% em janeiro, depois de ficar em 1,15% em dezembro. Foi o menor resultado para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em julho de 1994. A desaceleração foi puxada pela queda nos preços das carnes.

 

O acumulado dos últimos doze meses foi a 4,19%, abaixo dos 4,31% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2019, a taxa havia ficado em 0,32%.

 

As informações foram divulgadas hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta é a primeira divulgação da inflação calculada com base em uma nova cesta de produtos e serviços, atualizada a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, para acompanhar mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira.

O IPCA de janeiro inclui, por exemplo, preços de transporte por aplicativo, coletados pela primeira vez por um robô virtual.

 

Preço da carne cai e puxa índice para baixo

Após a alta de 18,06% em dezembro, os preços das carnes recuaram 4,03% em janeiro, contribuindo com o maior impacto negativo sobre o índice do mês (-0,11 ponto percentual).

“Tivemos uma alta muito grande no preço das carnes nos últimos meses do ano passado, devido às exportações para a China e à alta do dólar, que restringiram a oferta no mercado interno. Agora, percebemos um recuo natural dos preços, na medida em que a produção vai se restabelecendo para atender ao mercado interno”

 Pedro Kislanov, gerente de Índice de Preços do IBGE

 

No lado das altas, os destaques ficaram com o tomate, que subiu 13,72% —os preços já haviam subido 21,69% em dezembro— e a batata inglesa, com alta de 11,02%. No geral, os preços dos alimentos e bebidas subiram 0,39% em janeiro.

 

Aluguel, conta de luz e gás mais caros

Após a queda de 0,82% no mês de dezembro, os gastos com habitação subiram 0,55%, puxados pelos preços de condomínio (1,39%) e aluguel residencial (0,61%). A energia elétrica ficou 0,16% mais cara. Em janeiro, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela, que acrescenta na conta de luz R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Ainda em habitação, subiram as taxas de água e esgoto (0,3%) e de gás encanado (0,64%) e de botijão (0,87%). Vale ressaltar que a Petrobras anunciou um aumento de 5% no preço do botijão de 13 quilos, nas refinarias, a partir do dia 27 de dezembro de 2019.

 

Combustíveis também subiram

Os transportes passaram a ter mais peso na inflação em janeiro e registraram alta de 0,32%, puxados pela gasolina (0,89%) e o etanol (2,59%). Os preços dos ônibus urbanos também subiram (0,78%), devido aos reajustes nas tarifas em várias regiões. O reajuste chegou a 10% em Brasília. Por outro lado, as passagens aéreas caíram 6,75%, após alta de 15,62% em dezembro.

 

Aplicativo de transporte e streaming.

Segundo o IBGE, nenhum dos novos itens considerados na inflação impactou fortemente o indicador em janeiro. No caso do transporte por aplicativo, os preços caíram 0,54%, com a maior queda em São Paulo (-2,89%) e a maior alta em Goiânia (1,99%).

Serviços de streaming não variaram.

 

Juros x inflação

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária do BC decidiu reduzir taxa básica de juros (Selic) em 0, 25 ponto percentual, de 4,5% para 4,25% ao ano. É a menor taxa desde que o Copom foi criado, em 1996.

 

Fonte: economia.uol

 

 

 

Voltar Imprimir

Preencha o formulário e atualize o seu cadastro no CORECON.