Notícias

A+ A A-

11/06/2019

Produção industrial tem alta em 10 de 15 regiões em abril, aponta IBGE

Compartilhe nas redes sociais  

A produção industrial registrou alta na passagem de março para abril em 10 das 15 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta o levantamento divulgado nesta terça-feira (11) pelo órgão.

Em abril, a indústria nacional registrou avanço de 0,3%, na comparação com o mês imediatamente anterior, informou o IBGE na última terça (4). Apesar do crescimento, no ano o setor acumula queda de 2,7%.

Dos dez locais que acompanharam o avanço da produção nacional destacam-se Pernambuco (8,3%), Bahia (7,4%), Região Nordeste (6,1%) e Mato Grosso (5,1%). A menor alta foi registrada em Minas Gerais (0,1%).

Veja os locais que tiveram alta na produção industrial em abril:
• Pernambuco: 8,3%
• Bahia: 7,4%
• Região Nordeste: 6,1%
• Mato Grosso: 5,1%
• Ceará: 3,7%
• São Paulo: 2,4%
• Rio Grande do Sul: 2,3%
• Santa Catarina: 1,3%
• Paraná: 0,3%
• Minas Gerais: 0,1%

Já dentre os cinco locais que tiveram queda na passagem de março para abril, o destaque ficou com o Pará, que registrou "recuo atípico", segundo o IBGE. Lá, a queda na produção foi de 30,3%, a maior em 17 anos, puxada pelas paralisações da indústria extrativa na região.

Veja os locais que tiveram queda na produção industrial em abril:
• Pará: -30,3%
• Espírito Santo: -5,5%
• Rio de Janeiro: -4,5%
• Goiás: -1,4%
• Amazonas: -1,2%

Reflexos de Brumadinho

A queda atípica no Pará, que registrou o resultado negativo mais intenso da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002, teve influência direta com o rompimento da barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho, em Minas Gerais, segundo o IBGE. Isso porque, após o acidente, foram promovidas paralisações na planta produtiva da mineração paraense.

“Depois de Brumadinho, aumentou a preocupação com questões ambientais dentro das plantas industriais desse setor, o que acarretou uma queda na produção”, explicou o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Segundo o IBGE, 85% da indústria do Pará é concentrada no extrativismo, daí o impacto expressivo devido à paralisação da atividade. O instituto destacou, no entanto, que o excesso de chuva na região ao longo de abril acentuou ainda mais o declínio da produção industrial local.

O setor extrativo também pressionou a indústria de Minas Gerais e do Espírito Santo, mas com menos intensidade que a do Pará. Enquanto a indústria capixaba caiu 5,5%, a mineira avançou 0,1%.

"A indústria mineira, por ter mais atividades que o Pará e o Espírito Santo, consegue suavizar essa queda”, ressaltou Almeida.

SP tem alta mais intensa em dez meses

A produção de automóveis fez com que São Paulo, que concentra o maior parque industrial do país, registrasse a alta mais intensa desde junho do ano passado.

“Houve uma volatilidade em fevereiro, março e abril, que pode ser explicada pela demanda doméstica, que está mais cautelosa em um ambiente de incertezas. Há também a crise na Argentina, que é o nosso maior mercado de exportação do setor automobilístico”, avaliou o analista do IBGE Bernardo Almeida.

No ano, 11 dos 15 locais têm queda

Segundo o IBGE, no acumulado do ano 11 dos 15 locais pesquisados registram queda em sua produção industrial. Os piores resultados são do Espírito Santo (-10,3%) e do Pará (-7,8%). Em ambos, a queda foi pressionada principalmente pelo retração do setor extrativo.

Na média, a indústria nacional acumula queda de 2,7% nestes primeiros quatro meses do ano.
Também acumulam queda no ano Mato Grosso (-4,8%), Minas Gerais (-4,8%), Região Nordeste (-3,4%), Rio de Janeiro (-3,2%), Amazonas (-3,0%), Bahia (-2,9%), São Paulo (-2,6%), Pernambuco (-1,1%) e Goiás (-0,2%).

Rio Grande do Sul (6,2%) e Paraná (6,2%) registraram os avanços mais elevados no acumulado no ano. Segundo o IBGE, a indústria gaúcha foi impulsionada, principalmente, pelo comportamento positivo vindo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos de metal.

Já a paranaense teve pressão positiva da produção de alimentícios, veículos automotores, reboques e carrocerias e máquinas e equipamentos.

Santa Catarina (3,0%) e Ceará (1,8%) completam os quatro locais que acumulam alta no ano.

 

Fonte: G1

Voltar Imprimir

Preencha o formulário e atualize o seu cadastro no CORECON.