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07/06/2019

Inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em maio, diz IBGE

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Trata-se do menor resultado para maio desde 2006 e do índice mensal mais baixo do ano. Em 12 meses, IPCA acumulado recuou para 4,66%, mas segue acima do centro da meta para 2019, que é de 4,25%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril, segundo divulgou nesta sexta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). Trata-se também do índice mensal mais baixo do ano até o momento, refletindo principalmente a descompressão dos preços de alimentos e bebidas.

Nos 4 primeiros meses do ano, porém, a inflação acumulada é de 2,22%, a maior taxa para o período desde 2016, quando ficou em 4,05%.

Em 12 meses, o índice acumulado recuou para 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da desaceleração, a taxa ainda permanece acima da meta central de inflação do governo para 2019, que é de 4,25%.

Alimentos e bebidas freiam inflação

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 4 registraram deflação em maio. A principal contribuição para a desaceleração índice geral veio de "Alimentação e bebidas" (-0,56%), após uma alta de 0,63% em abril. Só este grupo respondeu por uma impacto de -0,14 ponto percentual (p.p.) na inflação do mês.

• Alimentação e Bebidas: -0,56% (-0,14 ponto percentual)
• Habitação: 0,98% (0,15 p.p.)
• Artigos de Residência: -0,10% (0 p.p.)
• Vestuário: 0,34% (0,02)
• Transportes: 0,07% (0,01 p.p.)
• Saúde e Cuidados Pessoais: 0,59% (0,07 p.p.)
• Despesas Pessoais: 0,16% (0,02 p.p.)
• Educação: -0,04% (0 p.p.)
• Comunicação: -0,03% (0 p.p.)

No grupo alimentação, os destaques de queda para os preços do tomate (-15,08%), após alta de 28,64% em abril, feijão-carioca (-13,04%) e frutas (-2,87%). Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio.

De acordo com o analista do IBGE, Pedro Kislanov da Costa, houve melhora nas condições climáticas em maio, com diminuição da chuva, o que favoreceu diversas colheitas. Além disso, aconteceu a colheita do feijão segunda safra, o que fez o produto chegar ao consumidor com o preço mais baixo.
 
Nos gastos com habitação (0,98%), os destaques foram energia elétrica (2,18%) e gás de botijão (1,35%).

No grupo dos Transportes, além da alta da gasolina (2,60%), o diesel também subiu (2,16%). Já o preço do etanol caiu (-0,44%). Destaque também para as passagens aéreas (-21,82%), após alta de 5,32% em abril, que representaram o maior impacto individual de baixa no índice geral do mês (-0,10 p.p.).
 
Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está estacionada há mais de um ano na mínima histórica de 6,5%.

Os analistas das instituições financeiras continuam projetando uma inflação abaixo do centro da meta do governo, com uma taxa de 4,03% em 2019, indo a 4% em 2020, segundo a última pesquisa "Focus" do Banco Central.
 
Inflação por capitais

Na análise por capitais e índices regionais, Rio Branco (0,67%) apresentou a maior inflação em maio. Já os menores índices ficaram com Brasília e com a região metropolitana do Rio de Janeiro, ambas com -0,05%.

Veja a inflação de abril por região:

• Rio Branco: 0,67%
• Goiânia: 0,48%
• Campo Grande: 0,42%
• Aracaju: 0,34%
• Recife: 0,33%
• São Luís: 0,25%
• Fortaleza: 0,21%
• Belo Horizonte: 0,21%
• São Paulo: 0,13%
• Porto Alegre: 0,12%
• Salvador:0,11%
• Vitória: 0,09%
• Belém: 0,05%
• Curitiba: -0,03%
• Brasília: -0,05%
• Rio de Janeiro: -0,05%

INPC em maio foi de 0,15%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,15% em maio, abaixo dos 0,60% de abril. O acumulado do ano está em 2,44% e o dos últimos doze meses foi para 4,78, contra 5,07% nos 12 meses imediatamente anteriores.

 

Fonte: G1

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