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16/01/2019

Sensor Econômico "Expectativas: Tendência consolidada de redução do Déficit Fiscal no biênio 2019-2020"

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 Economista Eduado Velho

 

Para a inflação e taxa de câmbio, não ocorreu alterações relevantes na pesquisa semanal de expectativas do mercado apurada pelo Bacen. De fato, a mediana da inflação (IPCA) de 2019 ficou praticamente estável, passando de 4,01% para 4,02% e estabilizada em 4,0% para 2020, portanto inferiores à meta central. A previsão esperada para o PIB de 2019 continua crescendo de forma gradual, com mediana passando de 2,53% par 2,57%, ressaltando que a previsão do Corecon-SP é superar 3%.

Deve-se ressaltar a continuidade de melhora das expectativas para o resultado fiscal, entre 2019 e 2021, em particular. A mediana do mercado aponta que ocorrerá uma redução pela metade do déficit primário do setor público de 1,5% do PB em 2019 para 0,73% para 2020. Além disso, para 2021, a mediana aponta expectativa de um déficit de apenas 0,03% do PIB, portanto, praticamente equilibrado. As expectativas seguem positivas para o ingresso de investimento externo direto no Brasil, com mediana de US$ 80 bilhões em 2019 e aumento para US$ 85 bi para 2020.

 

 

Fonte: Bacen Elaboração: Corecon-SP

 

 

O recuo das previsões da alta da taxa de juros foi interrompido, com a mediana geral esperada da Selic mantida em 7,0% para dezembro deste ano, com sinalização de elevação de 0,5 p.p. da taxa básica nos próximos meses. O Corecon-SP mantém o cenário de maior probabilidade de manutenção da Selic em 6,5%. Para 2020, a mediana da Selic foi mantida 8%. O Corecon-SP também considera uma probabilidade elevada de ajuste para cima dos juros em 2020, porém, em patamar mais moderado, para 7,5%. A despeito da revisão para baixo da mediana das previsões de inflação de 2019 no critério Top Five de médio prazo, de 3,96¨% para 3,90%, esse grupo espera aumento dos juros, pois elevou a mediana das expectativas da Selic, de 6,5% para 7,0% até dezembro.

 

No tocante ao câmbio, a mediana das expectativas para o câmbio para os finais de dez-2019 e dez-2020 foram mantidas em R$ 3,80/US$, o que implicitamente, considera uma valorização da nossa moeda em termos reais no biênio 2019-2020. Por outro lado, no grupo Top Five, a mediana para o dólar aumentou de R$ 3,80/US$ para R$ 3,90/US$. De qualquer forma, todos os cenários da taxa de câmbio não consideram nenhum “overshootting” do dólar e um ambiente favorável para a manutenção dos juros, com inflação abaixo do esperado.

 

 

 

 

Eduardo Velho é Vice-Presidente do  Corecon-SP e Economista Chefe da GO Associados.

 

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