Notícias

A+ A A-

19/10/2018

"Os irmãos fascismo e o socialismo." Artigo do Delegado Municipal do Corecon-SP no Guarujá, Luiz Carlos Barnabé de Almeida

Compartilhe nas redes sociais  

 

 

Os irmãos fascismo e o socialismo

 

"Os fascistas do futuro, se chamarão

a si mesmos de antifascistas".

Winston Churchill.

 

 

O socialismo e o fascismo são irmãos da mesma da mesma árvore do conhecimento.

Conhecer suas histórias é entender por que se odeiam tanto.

É compreender o empoderamento no primeiro momento histórico do caçula,  o fascismo,  e como ele foi o algoz do mais velho, o socialismo.

Com o fim do poder do fascismo, o socialismo passa a utilizar este termo para apelidar o seu adversário: o liberalismo conservador.

A etimologia do termo fascismo é derivada da palavra latina “fascis, que

designava um feixe (fascio) de varas amarradas em volta de um machado e que foi um símbolo do poder conferido aos magistrados na República Romana de flagelar e decapitar cidadãos desobedientes[1].

Podemos definir fascismo como uma filosofia política em que os indivíduos são subordinados a uma Nação (Estado) gerenciado por um Governo Centralizado Autocrático liderado por um Líder Ditatorial, com capacidade de uma arregimentação severa das atividades econômica, social e ambiental e a supressão forçada da oposição[2].

O Fascismo é derivados do fascio (plural fasci), “bundle, fasces, group”. Fascista foi usado pela primeira vez em 1914 para se referir a membros de um fascio, ou grupo político.

Em 1919, a palavra fascista foi aplicada aos membros de camisa preta da organização de Benito Mussolini, os “Fasci di combattimento”, que tomaram o poder na Itália em 1922.

Jogando com a palavra fascista, o partido de Mussolini adotou os “fasces”, um pacote de varas com um machado entre eles, como um símbolo do povo italiano unido e obediente à autoridade única do Estado.

A palavra inglesa fascista foi usada pela primeira vez para os membros do fascisti de Mussolini, mas desde então tem sido generalizada para aqueles de crenças similares.[3]

Adam Smith é o filósofo do Capitalismo, Karl Marx é o filósofo do Marxismo e o seu discípulo Giovanni Gentile é o filósofo do Fascismo.

Gentile nasceu  em 30 de maio de 1875, Castelvetrano, Itália e  faleceu em 15 de abril de 1944 em Florença, Itália.

 Figura importante da filosofia idealista italiana, político, educador e editor, entre suas obras escreveu La filosofia di Marx (1899; A Filosofia de Marx), um exame hegeliano da filosofia de Karl Marx e foi Ministro da Educação do ditador Benedito Mussolini.

Alguns estudiosos afirmam que Gentile acreditava que havia dois tipos de democracia "diametralmente opostos".

Uma é a democracia liberal, como a dos Estados Unidos, que Gentile rejeita como individualista - muito centrada na liberdade e nos direitos pessoais - e, portanto, egoísta. O outro, diz Gentile, é a "verdadeira democracia", em que os indivíduos “voluntariamente” se subordinam ao Estado.

Acreditava que o fascismo era uma forma de socialismo mais efetivo.

Enquanto para Marx,  o socialismo mobiliza os indivíduos com embasamento na classe social e para Gentile, o fascismo mobiliza as pessoas valorizando a identidade nacional (nacionalismo) e também sua classe social.

Os fascistas eram os socialistas nacionalistas. Nazista é a contração do termo “socialista nacional”.

O fascismo tomou emprestado teorias e terminologias do socialismo e aplicou-as sob o ponto de vista de que o conflito entre as nações e raças fosse mais significativo, mas também tendo foco em acabar com as divisões de classes dentro da nação.

            A coexistência pacífica do fascismo e socialismo duram na Itália até que o Partido Nacional Fascista (PNF) comandado por Mussolini vence as eleições em 1924 e os socialistas que perdem, alegam que estas foram fraudadas.

Mussolini vira ditador e todos os partidos, à exceção do PNF, foram colocados na ilegalidade e a pena de morte passou a ser legalizada.

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), criada em 1922, pelo líder da Revolução Bolchevique, Lenin e Hitler, na Alemanha, em 1933,  através de uma série de manobras políticas, tornou-se ditador e instaurou o III Reich. Ambos adotaram a mesma linha filosófica.

Na prática, o fascismo alemão e o bolchevismo enfatizaram a ação revolucionária, as teorias de Nação Proletária, os Estados de partido único e partidos-exército.

A Alemanha e a Itália uniram-se  por meio do Pacto Molotov-Ribbentrop (1939) para atacar a Polônia, mas esta parceria termina quando a Alemanha invade a URSS.

Quando da união da Itália e Alemanha fascistas, os socialistas são eliminados, com isto,  estas filosofias semelhantes tornam-se irreconciliáveis.

A filosofia fascista, que teve seu auge na segunda guerra mundial, encantou a muitos países, inclusive uma elite norte-americana, que entendia a importância do poder do Estado na determinação de seu povo.

Na convenção do Partido Democrata dos EUA em 1984 , o   controvertido professor indo-americano Dinesh Joseph D’ Souza, citou o governador de Nova York, Mário Cuomo, que em seu discurso comparou a América como uma família, onde,  por meio do governo, as pessoas cuidam-se umas das outras. Esta afirmação é muito semelhante aos estudos do fascista Gentile.

A fascismo encantou outros países como o Japão,  que aliou-se à Alemanha e Itália na Segunda Guerra Mundial.

Mussolini,  o “italianinho”, como carinhosamente era denominado pelos seus simpatizantes,  influenciou o Ditador do Brasil, Getúlio Vargas, que em 1937 aprova uma Constituição Fascista.

 A Constituição Brasileira de 1937 recebeu o apelido de Polaca, por ser semelhante a Constituição Fascista Polonesa, que previa a ditadura e legitimava os poderes absolutos ao ditador, que utilizava o aparelho repressor do Estado – a Polícia Especial.

A Venezuelana, a partir da Assembleia Constituinte de 1999, adota o mesmo modelo fascista.

A polarização destas filosofias semelhantes socialismo e fascismo ocorreu de forma parecida na Itália de Mussolini, Alemanha de Hitler  e no Brasil de Getúlio Vargas, quando o Fascismo assume o poder,  aniquila a todos opositores, principalmente os seus aliados socialistas.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial e com a derrota dos três países fascistas, os socialistas negaram a semelhança e esconderam a verdadeira história.

Utilizaram-se da técnica fascista,  que repetindo muitas vezes a “negação” da semelhança e afirmando que fascismo é a filosofia adotada pela direita conservadora, esta mentira torna-se verdade, com a colaboração dos historiadores marxistas.

Mesmo o fascismo e socialismo tendo filosofias semelhantes, um combate o outro, mas as duas acreditam em um Estado Forte e Provedor , governado por uma elite liderada por um “escolhido autocrático”.

 

                                        Professor Luiz Carlos Barnabé de Almeida.

                                                    Professora Suzana Camargo de Almeida.



[1] Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo#Etimologia

[2] Fonte: https://www.merriam-webster.com/dictionary/fascism

[3] https://www.merriam-webster.com/dictionary/fascism

 

Voltar Imprimir

Preencha o formulário e atualize o seu cadastro no CORECON.