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03/04/2017

Estudo da Ordem dos Economistas do Brasil aponta que Selic pode até atingir 8% em 2017 com surpresa inflacionária adicional

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Estudo da Ordem dos Economistas do Brasil aponta que Selic pode até atingir 8% em 2017 com surpresa inflacionária adicional

 

O Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) e do Corecon-SP , Manuel Enriquez Garcia e o Diretor de Técnico, Eduardo Velho elaboraram um estudo que aponta que o recuo do índice de atividade econômica do Bacen ( IBC-Br) de -0,26% em janeiro reforçou a projeção referencial da OEB de redução da taxa básica de juros para 8,0% no segundo semestre de 2017, com probabilidade de 70%.  ( a probabilidade para a Selic de 8,5% seria de 30%).

 

O cenário de inflação continua surpreendendo com sua tendência de desaceleração, a tal ponto que a mediana das expectativas do IPCA de 2017 apurada pela pesquisa Focus do Bacen recuou mais uma vez, de 4,12% para 4,10%, enquanto, para 2018, permaneceu no centro da meta de 4,5%.  Os recuos mais significativos foram verificados nas medianas do IPCA no critério Top Five de médio prazo – inclui as previsões das instituições com maior grau de acerto – estabilizadas em 4,08% e 4,30% em 2017 e para 2018, respectivamente, portanto inferior à meta central de 4,5%. Nos últimos trinta dias, as projeções médias do IPCA deste ano recuaram 0,35 pontos percentuais.

 

O cenário da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) não foi alterado: estimamos um IPCA próximo de 4,0% em 2017, com probabilidade de 70% de atingir 3,97%. Mantemos a estimativa de que os índices de preços ao consumidor devem registrar taxas abaixo do padrão sazonal nos próximos meses, sobretudo no grupo alimentação, que deverá subir um pouco em abril e maio, mas na série dessazonalizada, ainda com viés de queda. Com o resultado do IPCA-15 de março, revisamos na semana passada as projeções para o IPCA anual de 2017, de 4,1% para 3,97%. Estimamos um IPCA de março de 0,25%, que será divulgado na sexta-feira (07 de abril).

    O panorama favorável da inflação continua se refletindo no recuo da mediana das expectativas da taxa básica de juros, que recuou de 9,0% para 8,75% para o final de dez-2017, permanecendo estável em 8,5% para dez-2018.  No critério Top Five, a mediana das expectativas para a taxa Selic permaneceu em 8,5%, para os finais de dezembro de 2017 e de 2018. A OEB prevê que a taxa Selic de juros atinja 8,0% em dez-2017, com probabilidade de 70% ( a probabilidade de atingir 8,5% seria de 30%). No âmbito da atividade econômica, não ocorreram alterações na mediana das expectativas de crescimento real do PIB, de 0,48% e 2,5% para 2017 e 2018, respectivamente, a despeito da revisão moderada para baixo da expansão anual da produção física industrial, de 1,22% para 1,20% em 2017 e para 2018, de 2,10% para 2,06%.

 

Mantemos a avaliação de que a probabilidade de pressão de alta da taxa de câmbio é reduzida no curto prazo, o que corrobora o nosso cenário referencial inflacionário. O risco de contágio estaria associado a uma reversão da perspectiva de avanço e aprovação das reformas previdenciária e trabalhista e no exterior, uma reavaliação das projeções de inflação e dos níveis da taxa de juros nos Estados Unidos, em função de uma política agressiva de expansão dos gastos públicos.

    Deve-se ressaltar que a mediana das expectativas para o câmbio recuou de R$ 3,28/US$ para R$ 3,25/US$ e de R$ 3,36/US$ para R$ 3,35/US$ para dez-2017 e dez-2018, respectivamente.  A mediana do mercado para o superávit comercial de 2017 foi revisto novamente para cima, de US$ 49,5 bilhões para US$ 50,1 bilhões e para 2018, de US$ 41,2 para US$ 41,9 bilhões. As projeções, não somente do saldo comercial, corroboram o nosso cenário de maior previsibilidade cambial: a mediana das expectativas aponta que o déficit em transações correntes deverá aumentar quase US$ 10 bilhões de 2017 ( - US$ 26,5 bi) para 2018 ( - US$ 35,6 bi), mas o ingresso estimado de US$ 72 bi de investimento externo direto (IED) cobriria mais que o dobro do saldo negativo em conta corrente !!

 

Fonte: Ordem dos Economistas do Brasil (OEB)

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