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30/03/2017

Diretor Técnico da OEB, Eduardo Velho, fala sobre mercado de trabalho para a Agência Estado/ Estado de São Paulo

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20/03/2017 20:07:13 - AE NEWS

INVX/VELHO: CAGED DE FEVEREIRO MOSTRA QUE ECONOMIA PODE SAIR DA RECESSÃO NO 1º TRI

São Paulo, 16/03/2017 - O economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho, avalia que a criação de vagas formais de trabalho em fevereiro corrobora a mensagem do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que a economia brasileira deve deixar a recessão já no primeiro trimestre deste ano.

"O resultado mostra que, ao contrário do pessimismo do mercado, o Meirelles pode estar certo. A economia pode surpreender no primeiro trimestre", afirma Velho, referindo-se às previsões do titular da equipe econômica que apontam a um crescimento na faixa de 0,2% a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, o que significaria interromper oito trimestres seguidos de contração na atividade econômica.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho, 35,6 mil vagas foram criadas no mês passado. De acordo com Velho, havia um consenso entre analistas de que a retomada do mercado de trabalho só viria no segundo semestre, mas o dado do Caged indica que alguns segmentos já estão contratando porque estão mais confiantes sobre a reação na economia.

Na visão do analista, o movimento é alimentado pela perspectiva de melhora de poder aquisitivo, na esteira da queda da inflação e, consequentemente, dos juros, em paralelo ao resgate de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Mesmo se destinado ao pagamentos de dívidas, o dinheiro do FGTS deve abrir espaços nos orçamentos das famílias.

 

ESTADÃO: SETOR DE SERVIÇOS PUXA CRIAÇÃO DE VAGAS

Brasília, 16/03/2017 - Cinco dos oito setores econômicos abriram postos de trabalho no mês de fevereiro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o segmento de serviços foi o que mais gerou empregos, com saldo positivo de 50.613 vagas. Em seguida, a administração pública contribuiu com outros 8.280 novos postos.

Ainda influenciado pelo início do calendário escolar, o ensino acabou sendo o principal motor da retomada dos empregos em fevereiro. A explicação foi dada pelo coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães. Só nos serviços, o segmento foi responsável por 35.484 empregos novos no mês.

Ainda no segmento de serviços, também foram criados empregos no setor de hotéis, restaurantes, transporte, comunicações e serviços médicos. Instituições financeiras, ao contrário, fecharam vagas.


Entre os demais setores, a agropecuária também contratou mais do que demitiu em fevereiro, com saldo positivo de 6.201 vagas. No campo, quatro segmentos registraram alta no emprego: soja, frutas, cana-de-açúcar e cereais.


O mesmo fenômeno positivo aconteceu na indústria de transformação, com 3.949 novos postos de trabalho. Os segmentos calçadista, têxtil, de borracha e metalúrgico geraram empregos. Por outro lado, a indústria alimentícia fechou 15.799 empregos no mês passado.

Por Estado, São Paulo liderou a criação de vagas com 35.612 empregos novos com carteira assinada. Em seguida, apareceram Santa Catarina (25.412) e Rio Grande do Sul (14.858). Na lanterna, estão Pernambuco (-16.342 empregos), Alagoas (-11.403) e Rio de Janeiro (-8.172).


De acordo com Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, havia um consenso entre analistas de que a retomada do mercado de trabalho só viria no segundo semestre, mas o dado do Caged indica que alguns segmentos já estão contratando porque estão mais confiantes sobre a reação na economia.


Demissões. Apesar da festa promovida pelo governo para anunciar os dados, dois dos mais importantes empregadores continuaram demitindo em fevereiro. Foram fechados no mês passado mais de 21 mil postos de trabalho no comércio e quase 13 mil empregos na construção civil.


O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, acredita que o comércio voltará a contratar em breve. Ele lembrou que o otimismo vem do fato de que o varejo ainda não sentiu a injeção de recursos gerada pela liberação de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Ainda não tivemos os efeitos dos investimentos que devem ocorrer em razão da liberação do FGTS”, afirmou. (Fernando Nakagawa, Anne Warth e André Ítalo Rocha; colaborou Eduardo Laguna)


Velho lembra ainda que, com a inflação convergindo ao centro da meta (4,5%), os reajustes salariais serão mais modestos daqui para frente, o que também serve de estímulo a contratações. "Tudo isso cria uma expectativa de recuperação mais forte do que se antecipava.

 

Fonte: Agência Estado/Broadcast

 

 

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